Como os robots podem ajudar a resolver o problema da “última milha

Soluções robóticas para a entrega de encomendas em várias áreas da vida

A robótica é vista como o futuro em muitas áreas da vida, mas especialmente na entrega (de encomendas), uma vez que esta é muito ineficiente e cara, especialmente na última secção do processo de entrega, a “última milha”. A seguir, explicamos até que ponto as soluções robóticas para este problema já foram desenvolvidas e porque é que tudo ainda não é tão simples.

Na entrega, especialmente na “última milha” de encomendas (o famoso problema da “última milha” explicado), existem muitos problemas factuais que tornam esta parte do processo de entrega cara e ineficiente. Contudo, à medida que o mercado da entrega de encomendas é arrastado pelo tremendo crescimento do comércio em linha, grandes esperanças estão a ser depositadas em soluções tecnológicas para o problema da “última milha”.

A robótica autónoma no futuro

Acima de tudo, a robótica e, para ser preciso, a robótica autónoma são consideradas viradas para o futuro. Isto significa a entrega de encomendas (e também alimentos ou similares) por meio de pequenos veículos móveis (“robôs de entrega”) ou drones de entrega. O que parece ser agora ficção científica há muito que tem sido pesquisado e tecnicamente avançado pelos grandes retalhistas em linha e instituições de investigação. Na zona pedestre do centro de Graz, um protótipo de um veículo de entrega autónomo, o chamado “Jetflyer”, já se encontrava na estrada como projecto-piloto conjunto entre os Correios austríacos, a Graz University of Technology e a Energie Steiermark. Contudo, este veículo ainda tinha de ser carregado e descarregado manualmente.

Especialmente em tempos de pandemia de Corona, a procura de soluções de entrega autónoma tem experimentado um verdadeiro boom. Os retalhistas em linha beneficiaram das fechaduras que provocaram o encerramento de lojas de tijolos e cimento, e as pessoas que deveriam ficar em casa tinham mais tempo para fazer compras em linha. Contudo, um verdadeiro modelo vencedor não se poderia estabelecer.

Possíveis abordagens de desenvolvimento

As abordagens de desenvolvimento para a solução tecnológica do “problema da última milha” são completamente diferentes. Algumas empresas querem manter a “configuração” básica e “apenas” substituir o camião de entrega clássico por um camião de entrega autónomo, bem como o transportador de encomendas por um robô humanóide. Alguns fabricantes estão a concentrar-se puramente na entrega aérea por zangões maiores e menores. Alguns desenvolvimentos são mais ou menos do tamanho de um carro. Relativamente comuns são os companheiros autónomos com dimensões como um pequeno carrinho de mão.

A ideia subjacente a esta abordagem é que as encomendas são transportadas de pontos de distribuição centrais para pontos de distribuição mais descentralizados e de lá para os clientes por uma multidão de veículos mais pequenos e flexíveis que se podem deslocar facilmente no tráfego interior da cidade porque podem navegar em calçadas ou zonas pedonais, por exemplo, ou mover-se no ar. A fragmentação do processo de entrega proporciona grande transparência e flexibilidade para os clientes finais. Por exemplo, as entregas poderiam ser estacionadas num “hub” durante um período de tempo mais longo e só recomeçar a circular quando o cliente estiver no local de entrega. É também mais fácil mudar espontaneamente o local de entrega. As remessas para um cliente também podem ser recolhidas nos vários centros e depois encaminhadas como uma entrega uniforme. As devoluções também podem ser tratadas facilmente num tal sistema. Dependendo da abordagem de desenvolvimento, ou as embalagens são transportadas por plataformas robotizadas que podem ser carregadas e descarregadas automaticamente, ou as mercadorias são transportadas directamente em caixas à prova de roubo e choque que podem ser recolhidas e largadas automaticamente pelos robôs de transporte. Uma dessas abordagens é a “LARNI” vertical da empresa ARTI – Autonomous Robot Technology GmbH. Do ponto de vista técnico, também seria possível aquecer ou arrefecer estas caixas a fim de transportar refeições inteiras ou mercadorias sensíveis que precisam de ser arrefecidas, por exemplo.

O futuro dos robôs de transporte autónomos

Como pode ver, não faltam ideias, e o desenvolvimento tecnológico também progrediu muito fortemente nos últimos anos. No entanto, continuam a existir alguns desafios que não são tão fáceis de resolver.

Por um lado, o movimento autónomo desses robôs de transporte e, acima de tudo, a sua coordenação coloca grandes exigências ao software de controlo dos robôs e também à chamada gestão da frota. Os robôs experimentam literalmente o seu ambiente com a ajuda de material cartográfico já existente e as impressões dos sensores que obtêm do seu ambiente. A orientação e a navegação em ambientes estruturados, tais como áreas urbanas interiores, já é muito complexa, para não mencionar a locomoção autónoma fora de estrada. Embora a condução autónoma, ou seja, a participação da condução autónoma de automóveis no tráfego rodoviário normal, já esteja muito avançada, as questões legais e as preocupações de segurança estão a atrasar o desenvolvimento, tal como o estão na robótica de entrega. No caso dos zangões, existe o problema especial de não poderem ser utilizados com chuva forte e vento e de a carga de carga dever ser bastante baixa. Além disso, a carga e descarga ou a descolagem e aterragem de drones é problemática para o sector da entrega. Finalmente, existem também problemas muito mundanos que ainda dificultam a entrega autónoma de encomendas. As habitações humanas estão adaptadas às capacidades físicas da maioria da população, o que significa que existem degraus, corredores estreitos e sinuosos, apartamentos não estruturados numerados, portas que só abrem com sinos ou elevadores cujas portas só podem ser abertas manualmente. Andar em duas pernas, o que é uma questão de percurso para os humanos, é surpreendentemente difícil de reproduzir na robótica, e os degraus e escadas são, portanto, um grande obstáculo para os robôs. A maior questão que se levanta, contudo, é como reagiriam os humanos aos encontros com os robôs de entrega e quanta confiança têm nesta nova tecnologia.

Qualquer que seja a resposta, levará muito tempo e investigação antes que o robô toque a campainha da porta e entregue o pacote esperado.

Autora: Lena Sophie Franke

ARTI is developing software for autonomous mobile robots. Robust enough for real-world scenarios, indoor and outdoor, and suitable for different industrial fields. ARTI offers modular AI-kits as well as full turnkey products. Our customers can pick precisely the solution they need, either build a complete robotic system from scratch or improve existing products by adding artificial intelligence.

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