Do perfil do LinkedIn ao funil de vendas com o novo algoritmo do LinkedIn de 2026

Como as PME podem tirar partido do novo algoritmo do LinkedIn de 2026

A tua empresa tem uma página no LinkedIn, mas ainda tem menos de 1.000 seguidores? Para as PME no setor B2B, até agora tem sido difícil ter visibilidade na principal plataforma B2B da Alemanha. Isso deve-se, por um lado, a erros internos, como conteúdo de má qualidade e falta de estratégia. Mas a culpa também foi do algoritmo do LinkedIn. O conteúdo orgânico das empresas quase não aparece no feed. Este artigo da especialista em LinkedIn B2B, Simone Brett-Murati, mostra como as PME com produtos que exigem explicação poderão, no futuro, beneficiar do novo algoritmo do LinkedIn 2026.

Primeiro de tudo – O que distingue o novo algoritmo do LinkedIn de 2026 do antigo? Até agora, o LinkedIn funcionava com quatro sistemas de recomendação: um para o feed, outro para a rede de contactos, outro para empregos e outro para anúncios. Esses sistemas baseavam-se em identificadores numéricos. Cada utilizador e cada elemento apresentado recebia um código fixo. A partir de interações passadas, eram derivados padrões. Este modelo tinha limites claros: novos utilizadores ou conteúdos recém-publicados de contas com poucos seguidores tinham dificuldade em alcançar visibilidade, uma vez que ainda não existiam dados históricos. Por outro lado, o algoritmo baseado em números e otimizado para cliques e gostos era muito fácil de manipular.

Como as PME podem tirar partido do novo algoritmo do LinkedIn 2026

O novo algoritmo, confirmado oficialmente pelo LinkedIn a 13 de março de 2026, põe agora fim a isso. Quatro sistemas tornaram-se um só. Em vez de lógica numérica, o algoritmo do LinkedIn 2026 aposta agora no texto e na semântica, à semelhança do Google. Agora o que importa é o contexto, e não apenas palavras-chave isoladas. Perfis, ofertas de emprego e publicações são analisados como linguagem natural, para que o sistema consiga compreender o significado do conteúdo.

Isto abre oportunidades totalmente novas para as PME no B2B. A credibilidade e a consistência técnica para um público-alvo claramente identificável estão em primeiro lugar, enquanto textos genéricos de IA ou selfies promovidas artificialmente perdem visibilidade.

A consistência entre o perfil e o conteúdo é fundamental

Isto é uma boa notícia, especialmente para os diretores executivos no setor do fluxo de materiais, armazenamento e logística. O mercado vive da especialização, da variedade de produtos e da confiança de clientes de longa data. Para as PME, estas são vantagens competitivas que agora se traduzem numa nova estratégia no LinkedIn.

Quanto mais visível a direção se tornar no LinkedIn, mais fácil será para toda a equipa seguir o exemplo – e melhor será o desempenho dos conteúdos, tanto na conta da empresa como na página pessoal.

LinkedIn e Social Selling

No marketing B2B, continuam a ser gastos orçamentos de quatro a cinco dígitos na compra de endereços e na angariação de clientes por telefone – embora a resposta seja, na maioria das vezes, inferior a 10 por cento, muitas vezes até bem abaixo dos 5 por cento. Os contactos ou dados pessoais não vêm incluídos na compra, mas têm de ser pesquisados manualmente, num trabalho minucioso e árduo.

Também no LinkedIn é necessária pesquisa manual – mas ela leva a melhores resultados. O perfil e o conteúdo oferecem muitas oportunidades para garantir que o público-alvo certo veja o conteúdo.

No LinkedIn, as vendas começam com o networking com pessoas-alvo relevantes. A taxa de conexão deve ser de pelo menos 30 por cento, e a taxa de resposta às mensagens de acompanhamento deve ficar entre 10 e 15 por cento.

No entanto, as publicações são muito mais importantes do que as mensagens diretas. Enquanto a necessidade não pode ser influenciada, é possível construir confiança através do conteúdo.

Assim que estiveres conectado com o potencial novo cliente, o que acontece muito rapidamente, e publicares regularmente, a visibilidade junto do público-alvo aumenta enormemente. Hoje em dia, o LinkedIn é, a par das feiras, a plataforma B2B mais importante para contactos de vendas diretos. O novo algoritmo do LinkedIn permite que os empresários construam a sua própria comunidade através do perfil e do conteúdo. Esta é a estratégia comum para garantir visibilidade à marca da empresa, pois o conteúdo corporativo clássico representa apenas 2% do feed. Isso significa que as publicações feitas pela página da empresa praticamente não são exibidas, muitas vezes nem mesmo aos próprios colaboradores.

Perfis que serão recompensados pelo algoritmo do LinkedIn em 2026

Em 2026, os perfis pessoais no LinkedIn ganharão, portanto, maior importância.

Os perfis que serão recompensados pelo algoritmo do LinkedIn têm uma coisa em comum: consistência com o conteúdo, desenvolvimento sequencial e um foco temático claro. O primeiro passo é verificar se o teu perfil está alinhado com o conteúdo e ajustá-lo, se necessário. No slogan do perfil, na caixa de informações e no histórico profissional, devem constar palavras-chave e descrições cujo conteúdo corresponda ao do teu perfil.

A minha dica: concentra-te em dois temas centrais, que deves tornar prioritários no teu perfil e no teu conteúdo. Assim, o algoritmo classifica corretamente a tua especialização e a tua marca pessoal ganha autoridade mais rapidamente.

O passo do perfil para o pipeline com conteúdo

Até agora, as médias empresas têm tido dificuldades no LinkedIn. Quase nenhum alcance orgânico, temas de tendência que muitas vezes não têm nada a ver com o dia-a-dia da empresa e poucos recursos internos.

Nas PME com orçamentos de marketing reduzidos, a marca pessoal torna-se uma medida de vendas direta. Os diretores executivos constroem o canal de vendas através de conteúdo e social selling. Quem publica regularmente e explica temas empresariais de forma compreensível, constrói confiança e procura ao mesmo tempo. Especialmente em setores com ciclos de vendas longos, o LinkedIn torna-se assim uma ferramenta para o estabelecimento de contactos e a geração de leads.

O algoritmo do LinkedIn segue quatro princípios básicos claros em 2026. Ele recompensa publicações e comentários que:

  1. participem em temas de tendência atuais
  2. desencadeiem interação e diálogo sob a publicação
  3. se baseiem em factos verificáveis
  4. e utilizem formatos nativos do LinkedIn

É com este tipo de conteúdo que as PME enchem o pipeline de leads

Para as PME, é fundamental perceber que, embora o LinkedIn seja hoje um canal de marketing, é, acima de tudo, uma rede social e, portanto, um espaço para a comunidade. O objetivo não é chegar ao maior número possível de pessoas, mas sim ao público-alvo certo. O novo algoritmo favorece quem conhece muito bem o seu público-alvo e consegue abordá-lo com temas relevantes.

O erro mais comum que as empresas cometem na sua página empresarial do LinkedIn: usam o LinkedIn como um canal de push para notícias da empresa, que também poderiam estar no site.

Isso não gera diálogo e os colaboradores só dão «gosto» por cortesia. Quer a tua empresa pretenda assumir uma posição de liderança intelectual no LinkedIn, encontrar candidatos qualificados ou entrar em contacto com novos clientes: o foco de qualquer estratégia de conteúdo são sempre as pessoas, não os produtos. Especialmente para as PME, isto é muitas vezes uma revelação.

O alcance só surge através da interação. A partir de agora, as curtidas já não têm qualquer importância. Comentários com várias frases, visitas ao perfil geradas pelo conteúdo e publicações guardadas são a nova moeda para a visibilidade no LinkedIn.

Para isso, é necessária uma estratégia de conteúdo que crie uma identidade comum com o público-alvo e a coragem para contar histórias a partir da própria empresa.

2026 vai ser o ano de ouro para as PME no LinkedIn!

As PME beneficiam duplamente do novo algoritmo do LinkedIn. No início de 2026, a equipa editorial do LinkedIn anunciou que os temas relacionados com as PME e as médias empresas vão passar a ter maior destaque. Assim, mesmo as empresas mais pequenas com conteúdo adequado têm uma oportunidade real de obter visibilidade sem pagar.

Em segundo lugar, o novo algoritmo transforma o LinkedIn numa plataforma de debates, opiniões e troca de ideias sobre temas sociais atuais, mudanças no mercado e tecnologias. O LinkedIn coloca as pessoas, e não as empresas, no centro. Por isso, todas as organizações precisam de influenciadores corporativos que sejam o rosto pessoal da empresa no LinkedIn. São sobretudo as pequenas e médias empresas que beneficiam da estratégia de influenciadores corporativos. Afinal, os colaboradores que publicam voluntária e motivadamente sobre a sua entidade empregadora são o melhor cartão de visita.

Não são só os gestores que são influenciadores corporativos. É absolutamente desejável que surjam vozes das áreas operacionais, que de outra forma não têm nada a ver com marketing ou RH. As suas histórias são muitas vezes mais autênticas, credíveis e simpáticas do que o vídeo promocional perfeito.

Importante: as PME devem apoiar ativamente os colaboradores que queiram usar o LinkedIn com formações e dar-lhes liberdade de utilização. Isso inclui permitir que o LinkedIn possa ser acedido também durante o horário de trabalho.

Conclusão

O LinkedIn é uma plataforma de rede clássica e promove o estabelecimento de conversas pessoais. Em 2026, as PME e as médias empresas vão ganhar mais destaque no LinkedIn. O novo algoritmo do LinkedIn permite que as médias empresas com produtos que exigem explicação alcancem novos públicos-alvo com conteúdo relevante. Os diretores e colaboradores das PME devem receber formação para desenvolverem sistematicamente o LinkedIn como um canal gratuito de vendas e marketing.

Simone Brett-Murati ist Marketing-Beraterin mit 20 Jahren Berufserfahrung in PR und Vertriebsmarketing im B2B. Als LinkedIn Top-Voice hilft Simone Brett-Murati mittelständischen Unternehmen und Führungspersönlichkeiten im Aufbau von Personal Brands und in der Erstellung von relevantem Content auf der B2B Plattform LinkedIn. Sie ist Autorin des Amazon E-Books „Social Selling Praxishandbuch – Werde zum Influencer für deine Kunden“ und Hosts des Podcasts „Deine Marke im Spiegel – Der Personal Branding Podcast.“ Simone Brett-Murati ist zertifizierter systemischer Business Coach, Master Coach und zertifizierte DiSG-Trainerin. Als Personal Branding Expertin unterstützt sie Kunden, ihre berufliche Rolle mit einer authentischen und professionellen Personal Brand erfolgreich zu gestalten. Auf LinkedIn und in Gastbeiträgen widmet sie sich dem Thema Authentizität am Arbeitsplatz. Simone Brett-Murati lebt in Hamburg und ist mehrfache Preisträgerin der German Stevie Awards.

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